Leia o trecho abaixo, reproduzido da carta
enviada por Pero Vaz de Caminha ao Rei D.
Manuel e responda à questão.
“Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde
com sua nau, sem haver tempo forte nem
contrário para poder ser. Fez o capitão suas
diligências para o achar, a umas e outras
partes, mas não apareceu mais.
E assim seguimos nosso caminho, ao longo
deste mar, até terça-feira das Oitavas de
Páscoa, que foram aos vinte e um dias de
abril, que topamos com alguns sinais de terra, sendo da dita ilha, segundo os pilotos
diziam, cerca de 660 ou 670 léguas. Estes
sinais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os marinheiros chamam botelho, assim como outras a que também chamam de rabo-de-asno. E na quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos com aves, a
que chamam fura-buchos.
E neste dia, ao final do dia, tivemos a visão
de terra, seja, primeiramente de um grande
monte, mui alto e redondo, e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra plana,
com grandes arvoredos; ao qual monte alto
o capitão pôs nome – o Monte Pascoal, e à
terra – a Terra de Vera Cruz.”
CAMINHA, Pero Vaz de. Carta ao rei Dom
Manuel. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997, pp.
14-15.
A Carta de Pero Vaz de Caminha narra a
chegada dos portugueses ao Brasil. Com
base no trecho acima, é possível afirmar
que:
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