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#2350363

Suponha que você seja o responsável por uma estação de reprodução e de produção de alevinos para utilização em um programa de conservação ambiental de uma empresa de geração de energia elétrica. Um certo dia, no final da primavera, você é alertado pelo seu auxiliar direto que os peixes do viveiro 3 (de 2.000 m2 de área total), onde se encontram reprodutores de Rhamdiopsis moreirai, uma espécie sob risco de extinção, estão apresentando sintomas da doença dos pontos brancos (ictiofitiríase), também conhecida como “íctio”. Não há a mínima evidência da doença nos outros 4 viveiros (de mesma dimensão do viveiro 3 da estação de piscicultura). Pesquisando na literatura, você obtém os seguintes dados: “O Ichthyophthirius multifiliis é um protozoário com ciclo vital de 3 fases: Uma fase encistada no peixe produzindo os ‘pontos brancos’, também conhecida como ‘trofonte’ e de difícil combate. Uma outra forma, chamada ‘tomonte’, também de difícil controle, que abandona o peixe e se encista no fundo do viveiro, multiplicando-se e liberando milhares de formas livres. Essas frágeis formas livre-nadantes (teronte) precisam encontrar outro peixe para se encistar em 3 dias ou morrerão...”. A doença contamina facilmente outros viveiros, levada pela água, redes de despesca, aves ou mesmo pelos tratadores. A formalina, o hipoclorito de sódio e até mesmo o aumento de temperatura da água acima de 30 ºC são os tratamentos descritos na literatura como formas de se combater a doença. Diante disso, qual a conduta adequada a ser adotada?

  • Diminuição das altas densidades do viveiro dos reprodutores, para diminuir o estresse a que os animais estão submetidos, movimentando parte do lote para outros viveiros, melhorando a aeração e o manejo nos novos viveiros e monitorando diariamente os animais. Esgotamento, secagem e calagem imediatas do viveiro 3.
  • Aumento de temperatura do viveiro 3 para mais de 30 ºC. Manutenção dos peixes em quarentena por pelo menos 3 dias no próprio viveiro, antes de movimentá-los para outros viveiros, diminuindo-se então a densidade de estocagem.
  • Despesca e transferência imediata dos peixes para tanques de 10.000 m3, construídos de alvenaria, sem qualquer contato com o solo, para eliminar a fase tomonte. Uso de formalina por 3 dias, para eliminar a fase teronte. Aumento das taxas de arraçoamento dos peixes infectados, para que tenham sua resistência imunológica aumentada, e assim o próprio organismo possa combater a fase trofonte.
  • Isolamento do viveiro 3, considerando-o em quarentena. Uso de formalina em doses previamente recomendadas pela literatura para o tratamento dos animais pelo tempo necessário até que os sintomas da doença desapareçam.
  • Eliminação, o mais rápido possível, de todos os peixes do viveiro 3, para evitar que os peixes dos demais viveiros venham a ser infectados. Desinfecção do viveiro através de secagem e uso de hipoclorito de sódio, para garantir que a doença seja completamente eliminada da estação de piscicultura.
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