“Cerca de 20% a 25% dos povos possuíam escravos. E o padrão básico era significativa parcela de pequenos
proprietários, sendo em grande número os plantéis unitários. Normalmente a moda na posse de escravos entre
os proprietários era um. Estes plantéis unitários e mesmo aqueles com dois ou três escravos talvez se
aproximassem muito dos não-proprietários; ao menos em termos econômicos, talvez não de posição social.
Possuir escravos representava um importante símbolo de status social. Eram raros os grandes proprietários.
Isso foi visto em nossos trabalhos sobre Minas Gerais, publicados no início da década de oitenta. Naquela
oportunidade os resultados nos surpreenderam; depois se reproduziram em outros trabalhos sobre Minas
Gerais e outras áreas do território. Mesmo no Nordeste açucareiro, exceto nas áreas diretamente envolvidas
com a própria produção de açúcar, o autor que profundamente estudou essa região, chamou a atenção para o
reduzido tamanho do plantel médio. Entre milhares de proprietários estudados por nós em Minas Gerais e São
Paulo, até 1836, poucas dezenas de senhores possuíam mais de cem escravos.”
(LUNA, Francisco Vidal. São Paulo: População, Atividades e Posse de Escravos em Vinte e Cinco Localidades -
(1777-1829). Estudos Econômicos (São Paulo). V. 28, Nº1, 1998, p. 106).
Considerando os seus conhecimentos sobre o Escravismo no Brasil Imperial, assinale a alternativa incorreta.
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