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#2527778

“Se o golpe de 1964 foi visto por alguns como a ‘segunda morte de Vargas’, também dessa vez a morte não significou a eliminação da herança. Mesmo que a princípio o novo regime se opusesse a todas as referências a ela, logo em seguida delineou-se em seu interior um projeto autoritário que incluía as ideias de um Estado centralizado e de um sindicalismo corporativista, e que assim se vinculava à tradição varguista. Como afirma o historiador Daniel Aarão Reis, ‘eliminaram-se os principais herdeiros da tradição nacional-estatista, mas foi necessário assumir a herança, pelo menos em parte, negociar com ela, em certa medida incorporá-la’.” (FERREIRA, Marieta de Moraes. Getúlio Vargas: uma memória em disputa. Rio de Janeiro: CPDOC, 2006. P.4).


Sobre a política Varguista, é correto afirmar que:

  • Nascido na Cidade de São Borja, no Estado do Rio Grande do Sul, situado no extremo sul do país, foi deputado, Ministro da Fazenda e Presidente de seu estado, antes de concorrer à Presidência da República, em 1950, como candidato de oposição à oligarquia paulista.
  • A Era Vargas, com seu projeto internacional-desenvolvimentista tendo o Estado como eixo secundário, o Presidente tornara-se uma matriz de referência nas discussões de uma agenda política e econômica para o país.
  • Antes de suicidar-se, escreveu uma Carta Testamento à nação que causou grande comoção popular e, mesmo morto, foi o grande eleitor no ano seguinte de Juscelino Kubitschek, eleito presidente com o apoio da aliança PS-DPTB.
  • Tornou-se extremamente popular, foi chamado de “pai dos pobres”, mas em outubro de 1954, após 15 anos de governo, foi deposto.
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