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#2742581
Texto da Questão:

Analise com atenção a charge e o texto a seguir para responder a questão


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Hobbes nas ruas, Felipe Pondé
Dias atrás, o Brasil se chocou com cenas de violência nas ruas. Pessoas comuns batendo em supostos (ou comprovados) bandidos. Policiais tendo que protegê-los da fúria da gente comum.
De um lado, uma jornalista faz comentários arriscados na TV, do outro, setores da intelligentsia pedem
providências do Ministério Público contra a jornalista, botando ainda mais lenha na fogueira da atmosfera de ódio e ressentimento que toma conta, lentamente, da alta, média e baixa culturas nacionais.
Não se pode defender o espancamento na rua, mesmo sendo bandido. Só o Estado detém o monopólio legítimo da violência. Mas é esta mesma intelligentsia (tribunais, universidades, mídia, escolas, ONGs) que vem sistematicamente erodindo esse monopólio legítimo da violência que pertence à polícia. Claro que os erros desta precisam ser sanados, mas a sociedade não faz nada para melhorar o tratamento institucional dado à polícia, e sem ela, sim, a gente comum vai espancar supostos (ou comprovados) bandidos na rua. E vai piorar.
O espancamento de supostos (ou comprovados) bandidos na rua é parte do fenômeno de massa que os
inteligentinhos chamam de "jornadas de junho", num esforço de reviver a ejaculação precoce que foi o Maio de 68 na França, aquela revolução de mimados.
Lembremos que quando as manifestações do ano passado atingiram o nível de massa, os inteligentinhos  começaram a gritar dizendo que o movimento (deles!) tinha sido sequestrado por setores "conservadores" da  sociedade. Para eles, "conservador" é todo mundo que não os obedece e não os teme, mesmo que seja apenas  para parar a Paulista.
Se no ano passado vimos uma inesperada crise na representação política, agora assistimos a um crescente  rompimento do contrato social. E quem está na rua é o homem descrito pelo intelectual honesto que foi Hobbes, e  não o pseudo-homem dos "delírios do caminhante solitário" e vaidoso Rousseau. (...) 

(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/2014/02/1413114-hobbes-nas-
ruas.shtml Acesso em: 06 de maio de 2014)

Com base na interpretação da charge e do texto “Hobbes nas ruas”, está correto afirmar que:

  • Ambos os textos abordam um tema comum: o espancamento de cidadãos, já que a polícia, a justiça e o estado não cumprem seus papéis. Os autores dos textos apresentam opiniões totalmente divergentes do assunto.
  • A charge e o texto abordam assuntos distintos e ênfases diferenciadas, porém, há uma intertextualidade explícita entre eles.
  • A charge e o texto não abordam o mesmo tema, pois o tema da charge é “Justiça com as próprias mãos” e o do artigo de Pondé é “Hobbes nas ruas”.
  • Ambos os textos abordam um tema comum: cidadãos fazendo justiça com as próprias mãos, havendo, portanto, uma intertextualidade entre eles. Além disso, é possível equiparar a opinião dos dois autores fazendo algumas ressalvas.
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