Leia o texto a seguir.
Fragmento a unidade e falo do mapa de Goiás,
fazendo a chamada das localidades principais.
não as de maior número de habitantes e produção,
mas as que trazem no nome a poesia do sertão.
Chamo os municípios, os distritos e os povoados
(os arraiais, os patrimônios, as bibocas do mato)
e lhes corto de improviso alguma força e referência
para que tenham peso próprio na pronúncia e na lenda.
Tento perdoar aos políticos o mau gosto dos sufixos
com que familiarmente formam topônimos ridículos,
em -ânia, em -ândia e em -alópolis, apesar do evocatório
que envolve os nomes de Goiânia, Hidrolândia e Pirenópolis.
É bom ouvir no termo o prefixo da pedra-lascada
acendendo no silêncio a pederneira das palavras:
Itaberaí, Itacajá, Itaguaru, Itarumã,
Itá, Itaguatins, Itumbiara, Itapirapuã.
E também Itapaci, Itapuranga, Itauçu,
Itaúna, Itapiratins, Itaguari e Itaguaçu. TELES, G. M. Localidade. In: TELES, G. M. Hora aberta. 4ª ed. Petrópolis:
Editora Vozes, 2003, p. 370. [Adaptado].
Utilizando os nomes das cidades goianas, de que forma o
poema valoriza a identidade regional?
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