O sarampo e a varíola, que entre 1562 e 1564 assolaram as
aldeias da Bahia, fizeram os índios morrerem tanto das doenças
quanto de fome, a tal ponto que os sobreviventes preferiam
vender-se como escravos a morrer à míngua. Batismo e doença
ficaram associados no espírito dos Tupinambá: é elucidativo
que um dos milagres atribuídos ao suave Anchieta fosse o de
ressuscitar por alguns instantes a indiozinhos mortos para lhes
poder dar o batismo. Os aldeamentos religiosos ou civis jamais
conseguiram se autorreproduzir biologicamente. Reproduziam-se, isso sim, predatoriamente, na medida em que índios das
aldeias eram compulsoriamente alistados nas tropas de
resgates para descer dos sertões novas levas de índios, que
continuamente vinham preencher as lacunas deixadas por seus
predecessores.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: história, direitos e cidadania.
1a ed. — São Paulo: Claro Enigma, 2012, p. 15. [Adaptado].
Qual foi a causa dos problemas elencados no texto?
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