[...] presto muita atenção na fala dos cariocas para
quando escrever em carioquês para não errar a mão.
Carioca diz ‘Dá um cafezinho pra mim’. Na Bahia se
diz ‘Me dê’. Aqui soa autoritário. Os cariocas falam:
‘A Fulana, o Beltrano’. Isso é um tapa no ouvido do
nordestino. No Nordeste todo mundo fala direto
‘Fulana, Beltrano’, sem usar o artigo. Quando vou
para Itaparica, entro na língua de lá, ‘como’ todas as
proparoxítonas. Falo padre Ciço, não padre Cícero -
Cícero é só para gente culta. [...] João Ubaldo Ribeiro
Considerando as “variações linguísticas,” o texto
evidencia com predominância que o autor
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