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#2183146
Texto da Questão:

Texto 1

Quando é verão no Recife e as acácias s

e preparam para voar, tudo é abril nos

corações:

os que o amam sentem desmanchando-

se na boca

um gosto de azul e água, cajueiros e sol

enquanto o rio soluça ferido de luz

carregado de paisagens mansas e pacificadas.

Milagre do amor que vai até onde o

amor é lembrança:

o Recife, ulcerado, passeia dentro de

nós

pesado de vivos e mortos também ulcerados,

mas os que o amam o sentem vivo e

intacto:

porque é abril no Recife e abril nos

corações

e as acácias se desmancham em flor e

começam a voar.

(Jaci Bezerra – in Comarca da Memória

A única informação equivocada sobre as relações de sentido entre as idéias do texto 1 é:

  • Em “Quando é verão no Recife e as acácias / se preparam para voar, tudo é abril nos corações”, há duas informações que se coordenam por adição e indicam o tempo em que “tudo é abril nos corações”
  • No trecho usado no item A, “para voar” é a finalidade de as acácias se prepararem.
  • Há uma indicação de que dois fatos ocorrem em tempo simultâneo: “os que o amam sentem desmanchando-se na boca / um gosto de azul e água, cajueiros e sol / enquanto o rio soluça ferido de luz”.
  • Entre a idéia de que o Recife está “ulcerado” e “pesado de vivos e mortos” e a de que “os que o amam o sentem vivo e intacto”, há uma relação antagônica, marcada lingüisticamente pela conjunção “mas”.
  • O conector “porque”, que inicia o penúltimo verso do poema, introduz uma idéia de causa em relação a “o rio soluça ferido de luz”.
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