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#3707612
Texto da Questão:

Leia o texto para responder às questões.

O sentido da Matemática e o papel do afeto na aprendizagem Tornar as aulas significativas exige empatia, acolhimento, escuta ativa, diálogo com a realidade dos alunos e tratar o erro como algo comum e esperado

Por Rosiane Prates


         A cada dia, quando entramos em sala de aula, levamos mais que um conteúdo estruturado por objetivos e habilidades aos nossos alunos. Levamos também nossas angústias, esperanças, a memória das aulas que deram certo e também daquelas que nos deixaram dúvidas. No chão da escola, o fazer pedagógico se realiza por meio de vários aspectos – da escuta ativa, da adaptação e do compromisso com os alunos que estão à nossa frente.
         Neste texto, compartilho reflexão sobre a Matemática e questões socioemocionais, como autoestima e confiança, a percepção do erro e o significado da aprendizagem.

         Qual o sentido da Matemática que ensinamos?
         A Matemática é, muitas vezes, vista como um saber técnico, exato, mas a maneira como a ensinamos pode ir além de apenas encontrar um resultado. Ou seja, em cada conteúdo apresentado podem ser consideradas indagações como: ensinar para quê? Para quem? Qual a relação com a realidade dos alunos? Essas perguntas permitem aproximar o conhecimento matemático da vida cotidiana dos estudantes.
         Dar sentido à Matemática, por exemplo, é reconhecer que porcentagem pode ser discutida a partir do aumento do preço do gás, que estatística pode surgir das ausências na escola e que geometria pode se revelar nas construções da comunidade. Quando o ato de ensinar tem esse olhar, fica perceptível que o plano de aula demanda disposição para aprimorar os métodos e materiais utilizados, dialogando com a realidade dos alunos.
         Para construir essas conexões, o planejamento docente exige  escuta  do território,  das  vivências,  das referências culturais e das linguagens dos estudantes. O plano de aula, assim, não se reduz à sequência de atividades, mas se torna uma proposta em sintonia com o contexto escolar. Ao ensinar com olhar ampliado, o professor deixa de ser apenas transmissor  de  conhecimentos  e  passa  a  atuar como mediador de experiências significativas. A Matemática deixa de ser vista como um conteúdo “desconectado” e assume o lugar de linguagem capaz de interpretar fenômenos sociais, econômicos e políticos.
         Compreender a Matemática como linguagem política é reconhecer sua capacidade de formar cidadãos críticos. Os números, quando contextualizados, podem revelar desigualdades, evidenciar disparidades de investimentos públicos, problematizar discursos e fortalecer argumentos. Ao analisar gráficos de acesso à Educação e à saúde e tabelas de distribuição de renda ou indicadores de saneamento básico, o aluno desenvolve competências matemáticas aliadas à consciência social. Quando relacionamos com a proposta da Matemática Crítica, temos o pensamento de Skovsmose, que considera que o ensino de Matemática precisa incluir a leitura crítica  da  realidade,  e  D’Ambrósio,  que  propõe uma etnomatemática que valoriza saberes produzidos nas comunidades, reconhecendo diferentes modos de pensar.
[...]

Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/22402/aprendizagenssignificativas-matematica-afetividade 

Assinale a alternativa que apresenta a principal tese defendida pelo texto.

  • A Matemática deve ser ensinada exclusivamente como um saber técnico e exato, focado apenas em resultados.
  • O ensino de Matemática deve ir além da busca por resultados, tornando-se significativo ao incorporar aspectos socioemocionais e contextualização com a realidade dos alunos.
  • A afetividade nas aulas de Matemática é importante, mas não deve se relacionar com a leitura crítica da realidade.
  • O planejamento docente deve ser rígido e padronizado, sem espaço para a escuta do território ou das vivências dos estudantes.
  • O principal objetivo da Matemática é apenas formar cidadãos capazes de interpretar fenômenos sociais, econômicos e políticos, sem a necessidade de habilidades de cálculo.
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