Leia a música “Monte Castelo”, do grupo Legião
Urbana: Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria. É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece. O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer. Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria. É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor. Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face. É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria. Comparando os trechos do texto da Legião Urbana
com trechos do texto de Camões, o que podemos
afirmar?
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