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Nietzsche argumentou que haviam dois tipos fundamentais de moralidade: moral do senhor (moralidade mestre ou moral nobre) e moral de escravos (moral de rebanho). A moralidade do senhor valoriza o orgulho, força e nobreza, enquanto a moral dos escravos valoriza coisas como a bondade, humildade e simpatia. Moralidade mestre pesa ações em uma escala de consequências boas ou más (ou seja, virtudes clássicas e vícios, o consequencialismo), ao contrário da moral de escravos que pesa ações em uma escala de boas ou más intenções (por exemplo, virtudes e vícios cristãos).

(NIETZSCHE, F. Genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. p. 75.)


No excerto anterior, da obra de Nietzsche “Genealogia da moral”, são descritos alguns ícones sobre a moral dos senhores e dos escravos. Para o autor, de acordo com o excerto e suas teorias:

  • Tanto senhores quanto escravos, independentemente da sua posição social ou organização hierárquica, buscam a mesma coisa: a conciliação e a equidade social.
  • A moral dos senhores pode ser encarnada por pessoas que aparentemente não têm poder institucional ou dinheiro. Trata-se, portanto, de atitudes perante a vida, e não de posições sociais e econômicas.
  • O poder transcende a própria condição humana, e é algo ligado ao divino, ou seja, quanto mais poder um indivíduo alcança ao longo da sua história, mais próximo estará de alcançar a plenitude espiritual.
  • Ser “senhores” e “escravos” são apenas contingências históricas, metáforas, e não algo que possa influenciar no caráter e determinação moral das pessoas. Segundo ele, os homens nascem bons, e não são influenciados pela sociedade.
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