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#3131901

As diretrizes concernentes à formação dos professores (Brasil, 1999) assinalam que uma educação de “qualidade” deve desenvolver, nos aprendizes, diferentes capacidades “cognitivas, afetivas, físicas, éticas, estéticas, de inserção social e de relação interpessoal” (p. 25). E, ainda, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) (Brasil, 1997) constituem, também, uma referência ao currículo do ensino fundamental. Esse currículo visa ao desenvolvimento de capacidades “de relações interpessoais, cognitivas, afetivas, éticas, estéticas, para que o aluno possa dialogar de maneira adequada com a comunidade, aprenda a respeitar e a ser respeitado, a escutar e ser escutado, a reivindicar seus direitos e a cumprir seus deveres”.

(Brasil, 1997, p. 46.)


A dimensão afetiva deve estar inserida na aprendizagem escolar e nos seus relacionamentos. Importantes teóricos da psicologia e educação, a exemplo de Vygotsky, Wallon, Piaget, dentre outros, produziram conhecimentos relevantes acerca da afetividade como parte integrante na constituição do sujeito. Wallon trouxe uma respeitosa contribuição não só para os estudos de aprendizagem, mas também para o entendimento da dinâmica vivencial do ser humano no processo de constituição da sua personalidade. Sobre o exposto e a importância da afetividade na relação aluno-professor para a construção do ser humano, investigando o afeto e a autoestima no processo da aprendizagem, considerando, ainda, a teoria e Wallon, todas as afirmativas estão coerentes, a EXCEÇÃO de uma; assinale-a.

  • O desafio do afeto é compartilhado entre todos os sujeitos no ambiente escolar. E é necessário que o professor tenha consciência de como os seus atos são extremamente significativos nesse processo, porque essa relação aluno-professor é permeada de afeto, e as emoções são estruturantes da inteligência do indivíduo.
  • A relação afetividade-inteligência possui um caráter social e fundamental para todo o processo de desenvolvimento do ser humano. E cabe ao educador integrar o que amamos com o que pensamos, trabalhando razão e emoção. De modo que todo indivíduo tenha condições de usar tanto a razão quanto os sentimentos, e aprenda a conhecer-se a si mesmo e a seus semelhantes.
  • Ao professor cabe desenvolver situações de aprendizagem que sejam compatíveis com o estágio de desenvolvimento cognitivo no qual o aluno se encontra e representem, também, um desafio ao mesmo. Já a afetividade corresponde a um momento mais tardio do desenvolvimento, sendo marcado por elementos subjetivos que moldam a qualidade das relações com sujeitos e objetos.
  • A aprendizagem deve ser imbuída de interações sociais, trocas e formação de vínculos, intermediados pela compreensão do papel da afetividade e suas implicações. Isso pressupõe uma educação orientada para o desenvolvimento afetivo, social e intelectual de forma integrada, capaz de gerar processos que, em seu bojo, criem mecanismos de compreensão, aceitação, negação, assimilação, defesa ou administração das sensações e sentimentos desencadeados.
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