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#3301204

A necessidade de assegurar o monitoramento auditivo de lactentes com indicadores de risco advém do aumento na possibilidade de perda auditiva de início tardio ou progressiva nesses indivíduos. Alguns fatores podem favorecer este monitoramento, proporcionando melhorias na efetividade do programa de saúde auditiva infantil, tais como o investimento em orientação às famílias quanto à importância da audição para o desenvolvimento da linguagem, visando melhorar sua adesão ao acompanhamento audiológico e, consequentemente, proporcionar o diagnóstico de uma eventual perda auditiva. A implantação de programas de Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) é uma forma de viabilizar o diagnóstico precoce da deficiência auditiva, a fim de minimizar os efeitos negativos no desenvolvimento infantil. Sobre o diagnóstico precoce da perda auditiva, assinale a afirmativa INCORRETA.

  • Recém-nascidos com fatores de risco para deficiência auditiva, independente de serem a termo ou pré-termo, apresentam maiores possibilidades de terem deficiência auditiva sensorioneural. Há evidências da relação entre a presença de emissões otoacústicas e a idade gestacional para ambas as orelhas, ou seja, quanto menor a idade gestacional, maior a chance de ter Emissões Otoacústicas Transientes presentes.
  • A perda auditiva pode ser de origem genética ou adquirida. No caso das adquiridas, as causas poderiam ser evitadas como, por exemplo, infecções ocorridas durante a gestação, meningite e o uso de medicamentos ototóxicos. A prematuridade é um indicador de risco que geralmente aparece associado ao baixo peso ao nascimento. Em geral, os prematuros apresentam baixo peso somado a várias outras intercorrências que podem resultar em perda auditiva.
  • O processo de maturação do sistema auditivo central ocorre durante os primeiros anos de vida. A identificação precoce das alterações auditivas possibilita a intervenção ainda no período crítico e ideal de estimulação da linguagem e da audição. A experiência auditiva neste período de maior plasticidade cerebral, em que novas conexões neurais se estabelecem, é imprescindível para favorecer o desenvolvimento da audição e da linguagem.
  • Em recém-nascidos e lactentes, a perda auditiva pode ocorrer por causas pré-natais – herança genética, síndromes genéticas, malformações da orelha interna, infecções congênitas pelo vírus da rubéola, citomegalovírus, herpes, toxoplasmose e sífilis, e também pelo uso de substâncias teratogênicas durante a gestação; perinatais – anóxia, prematuridade, peso abaixo de 1.500 gramas, hiper-bilirrubinemia, traumatismo craniano,trauma sonoro; ou, pós-natais – causas metabólicas, como hipotireoidismo e diabetes, infecções virais como rubéola, varicela-zoster, influenza, caxumba, citomegalovírus, entre outros, labirintite e meningite bacteriana, encefalite e otite média crônica. Há outras causas menos frequentes, como doenças autoimunes, acidose tubular renal, neoplasias, trauma craniano,trauma acústico, e utilização de drogas ototóxicas – aminoglicosídeos, diuréticos de alça, cisplatina, dentre outras.
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