A biópsia de medula óssea, anteriormente restrita a hospitais e
laboratórios especializados em hematologia e oncologia,
atualmente faz parte da rotina de laboratórios de Anatomia
Patológica privados. Essa mudança ocorreu devida à simplificação na
obtenção do material para análise: as biópsias cirúrgicas em cunha
ou curetagem foram substituídas pelas biópsias com agulha,
realizadas em ambulatórios ou consultórios e com risco
praticamente nulo. Considerando os procedimentos da biópsia de
medula óssea com o uso de agulha, classifique as sentenças a seguir
em verdadeiras (V) ou falsas (F). ( )
A agulha mais utilizada é a de Jamshidi, e a biópsia,
preferencialmente, é executada em crista ilíaca anterior,
em que se obtém um cilindro com diâmetro em torno de
2 mm e comprimento, conforme a profundidade da
biópsia, em torno de 40 a 50 mm. ( )
A adequação da medida da amostra e a redução do tempo
de descalcificação melhoraram muito a qualidade
histológica e possibilitaram ao médico patologista um
aprofundamento da interpretação morfológica das
doenças hematológicas e não hematológicas. ( )
A descalcificação deve ser realizada com cuidado,
podendo-se, preferencialmente, utilizar o EDTA ou o
ácido nítrico a 5% ou 8%, no máximo durante uma noite.
Com bons resultados sendo obtidos com a descalcificação
por ácido nítrico a 8% durante três horas. ( )
As colorações por hematoxilina/eosina, Giemsa,
reticulina, PAS, Perls e tricrômio são fundamentais, e as
três primeiras, indispensáveis. A reticulina deve ter
especial atenção, pois o aumento dela está associado às
metástases, infiltrações linfomatosas e doenças
hematopoiéticas. As afirmativas são, respectivamente,
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