Sílvio Santos lembra-se bem de seu primeiro negócio: tinha 14 anos e quatro mil-réis no bolso, quando decidiu comprar
duas carteirinhas de plástico, as quais vendeu por dez, momentos depois. “Era um bom negócio”, diz ele — e um negócio que
jamais parou. Desde então Silvio Santos jamais parou de vender alguma. Foi camelô — que a polícia perseguia e prendia —,
vendedor de canetas, dono de bar, locutor de rádio, artista de circo, animador de TV, empresário.
Trinta e dois anos depois do primeiro negócio, o homem que nasceu com o nome de Senor Abravanel, fiho de um grego
e uma turca, é hoje o proprietário da segunda rede de televisão do País e de um grupo que integra 49 empresas e mais de 16
mil funcionários — um património que ele nem consegue mais avaliar e supõe possa ser estimado, contabilmente, em uns
150 milhões de dólares (quase Cz$ 1 trilhão).
Isso não o preocupa: “É tudo uma questão de zeros”, diz. “Vejo os balanços e, se o ano foi bom, há um zero a mais; se
não foi, pode ter um zero a menos. Que diferença faz?”
Acerca do texto 1 “O império do Baú” e, com base em suas características de linguagem, assinale a alternativa que
descreve o tipo de texto apresentado.
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