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#2975075

Segundo diferentes estudos realizados, seguem abaixo os sintomas mais prevalentes em pessoas com histórico de COVID-19 e hospitalização, com internação em enfermaria e/ou unidade de terapia intensiva (UTI), condizentes com o que temos observado no Serviço de Reabilitação:

“Fadiga ou fraqueza muscular (63%) dos pacientes; Fadiga (29,9% e 38,1% dos pacientes hospitalizados, sem e com necessidade de ventilação mecânica, respectivamente); Fraqueza Muscular - em pacientes internados em UTI a perda de força muscular foi de até 3,7% ao dia (sendo que a perda muscular usualmente observada em pacientes críticos se situa entre 0,7 a 1,5% ao dia); Dispneia (34,5% e 45,1% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente); necessidade de meio auxiliar de locomoção (28,8% e 39,8% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente); Algum grau de dependência para Atividades de Vida Diária (27,3% e 38,9%, dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente); Algum grau de dependência para Atividades Instrumentais de Vida Diária (74,5% e 84,6% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente); Dor (27,1% e 33,9% dos pacientes hospitalizados, em enfermaria e UTI, respectivamente); Distúrbios do sono (26%)4 e (53,6%); Disfunção Cognitiva (38,4%) e Ansiedade (31,4%); Depressão (20,6%)”.

(Recomendações para Reabilitação de Pacientes pós-covid 19, CREFITO.)

A ocorrência destes sintomas persistentes vem sendo denominada de “COVID LONGA” ou Síndrome Pós-COVID-19, diante disso, logo após um paciente com o quadro grave receber alta, é correto afirmar que no acompanhamento ambulatorial fisioterapêutico: 

  • O paciente pode ser submetido ao RTA - Reequilíbrio Tóracoabdominal – terapia manual global que tem por objetivo incentivar a ventilação pulmonar, promover a remoção de secreções pulmonares e das vias aéreas superiores através da reorganização do sinergismo muscular respiratório.
  • O paciente pode ser submetido a termoterapia e eletroterapia para auxiliar na dispneia e fraqueza muscular do diafragma.
  • O paciente pode fazer uma terapia cognitivo comportamental.
  • Não é importante receber orientações de AVD’ s e de posturas, principalmente laborais para quando o paciente retornar ao trabalho; e para dormir no intuito de aumentar a qualidade do sono.
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