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#2997459

O Código de Ética Profissional do Fonoaudiólogo, conforme delineado pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2016), é um instrumento normativo que regula a conduta dos fonoaudiólogos, abrangendo desde a relação com o paciente até a interação interprofissional e as obrigações legais. Em ambientes clínicos e hospitalares de alta complexidade, o fonoaudiólogo frequentemente enfrenta dilemas éticos que exigem uma interpretação profunda e aplicação rigorosa dos princípios éticos, especialmente quando as decisões podem ter consequências graves para a saúde do paciente e implicações legais para o profissional. Considere a seguinte situação: Um fonoaudiólogo está atuando em uma UTI neonatal, onde é solicitado a participar de uma decisão sobre a alimentação de um recém-nascido prematuro que apresenta dificuldades de deglutição. A equipe médica, pressionada pela alta demanda e limitações de recursos, sugere a adoção de um protocolo que o fonoaudiólogo acredita ser inadequado e potencialmente arriscado para o desenvolvimento do paciente. O fonoaudiólogo também enfrenta resistência ao propor alternativas baseadas em evidências científicas mais recentes. Além disso, os pais do recém-nascido, angustiados com a situação, expressam um forte desejo de seguir as orientações da equipe médica, sem questionar as recomendações, confiando plenamente na decisão dos profissionais de saúde. Com base nas diretrizes do Código de Ética Profissional do Fonoaudiólogo e considerando a complexidade do cenário descrito, assinale a alternativas que reflete a conduta ética e profissional do fonoaudiólogo ao lidar com essa situação, garantindo a proteção do paciente e o cumprimento de suas obrigações éticas.

  • O fonoaudiólogo deve respeitar a decisão dos pais e da equipe médica, mesmo que tenha dúvidas sobre a adequação do protocolo sugerido. O respeito à autoridade médica e à autonomia dos pais deve prevalecer, uma vez que a equipe possui experiência clínica e os pais têm o direito de tomar decisões sobre o tratamento de seu filho.
  • Diante da resistência da equipe e da confiança dos pais na orientação médica, o fonoaudiólogo deve documentar suas preocupações em prontuário, mas seguir as instruções da equipe médica para evitar conflitos. Caso o protocolo cause danos ao paciente, o registro das preocupações servirá como evidência de que o fonoaudiólogo cumpriu seu dever ético de alertar para os riscos, mesmo sem contestar a decisão final.
  • O fonoaudiólogo deve insistir na adoção de um protocolo alternativo baseado em evidências científicas atuais, mesmo que isso signifique ir contra a decisão da equipe médica e o desejo dos pais. Ele deve levar a questão para uma discussão ética junto à administração hospitalar, envolvendo o Comitê de Ética, se necessário, para assegurar que o protocolo mais seguro seja adotado.
  • O fonoaudiólogo deve propor uma solução intermediária, onde as suas recomendações baseadas em evidências sejam parcialmente integradas ao protocolo sugerido pela equipe médica. Esta abordagem de compromisso pode garantir que o paciente receba um cuidado mais adequado sem causar atritos significativos com a equipe ou os pais.
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