A corrosão, em especial a eletroquímica, é um processo que,
inquestionavelmente, está presente direta ou indiretamente no
nosso cotidiano. Ela ocorre não só no ambiente doméstico, mas,
também, nos ambientes urbanos, como: pontes e seus pilares,
monumentos, equipamentos e objetos metálicos, e até mesmo em
processos que ocorrem no ambiente industrial. Nesse sentido, a
natureza eletroquímica da corrosão metálica se faz presente na
corrosão microbiana, em que os microrganismos participam de
forma ativa no processo, mas sem modificar as características da
reação eletroquímica.
As bactérias redutoras de sulfato (BRS) têm grande importância na
biocorrosão. Embora, até o momento não exista a determinação de
um mecanismo único de corrosão ocasionado pela ação das BRS,
Kuhr e Vlug (1934) propuseram um mecanismo no qual essas
bactérias utilizam o hidrogênio proveniente do consumo realizado
pela hidrogenase, catalisando a ativação reversível de hidrogênio.
Em condições anaeróbicas, essa reação de corrosão é a evolução de
hidrogênio pela dissociação da água, em que os íons de hidrogênio
produzidos se encontram adsorvidos sobre a superfície metálica,
sendo posteriormente consumidos pelo processo metabólico, como
mostra a figura abaixo:
De acordo com o que mostra a figura e a descrição do mecanismo de
corrosão supracitado, esse tipo de biocorrosão é classificado como