Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não
se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não
se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm
de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios,
a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história
mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive
à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece
progressivamente o que é anticivilizatório.
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
As formas contemporâneas de barbárie expressam-se em novas linguagens, especialmente entre jovens. Redes sociais, fóruns
e jogos on-line desempenham papel central na formação das subjetividades juvenis, favorecendo tanto a criatividade como a
reprodução dos discursos autoritários. Entre os jovens do sexo masculino, movimentos como o dos incels contribuem para consolidar
modelos regressivos de masculinidade. Qual alternativa evidencia essa regressão na subjetividade masculina contemporânea
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