O sofista é um professor de técnicas, de política, de virtude e de sabedoria, portanto, alguém que julga possuir conhecimentos
e ser capaz de transmiti-los. Eis porque as preleções dos sofistas eram aulas em que alguma coisa era ensinada. As preleções
eram solilóquios ou monólogos. Além disso, os sofistas eram céticos. O sim e o não dependem apenas dos argumentos para
persuadir alguém a manter ou mudar de opinião. Diferentemente dos sofistas, Sócrates não se apresenta como professor.
Pergunta, não responde. Indaga, não ensina. Não faz preleções, mas introduz o diálogo como forma da busca da verdade.
CHAUÍ, M. Introdução à história da filosofia: dos pré-socráticos a Aristóteles. São Paulo: Brasiliense, 1994 (adaptado).
Após discorrer sobre o conteúdo do texto, um professor de filosofia do Ensino Médio propõe como atividade para suas aulas a
realização de um diálogo acerca de um problema filosófico. Para isso, os estudantes devem seguir os critérios socrático-platônicos
que definem o expediente dialógico como
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