Analise a charge e a reportagem a seguir:

Quando a tarefa de ensinar vira caso de polícia
O que era para ser uma simples reprimenda pela
bagunça no corredor da escola, tornou-se caso de
polícia após uma aluna partir para a agressão física
contra a professora. Glaucia Teresinha da Silva bateu
com a cabeça no chão, teve traumatismo craniano,
ficou 15 dias no hospital e seis meses em casa até se
recuperar. Isso aconteceu em 2009, numa escola
pública de Porto Alegre.
Glaucia deu a volta por cima, enfrentou o medo da
sala de aula, e hoje desenvolve um projeto de
alfabetização que é exemplo no Rio Grande do Sul.
Mas passados quatro anos do caso que ganhou
repercussão nacional, a violência contra professores
nas escolas se multiplicou.
Segundo pesquisa divulgada pelo Sindicato dos
Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp)
em maio deste ano, 44% dos professores da rede
estadual já sofreram algum tipo de violência na
escola. A agressão verbal é a forma mais comum de
ataque, tendo atingido 39% dos docentes, seguida de
assédio moral (10%), bullying (6%) e agressão física
(5%). O estudo mostra ainda que quem mais sofre
violência escolar são os professores do sexo
masculino que lecionam no ensino médio: 65% deles
foram agredidos de alguma forma.
Professores sem autoridade e desmotivados com o
quadro de abandono da carreira, pais que repassam
para a escola a tarefa de educar, alunos inquietos
uma sala de aula que parece ter parado no tempo e
governos omissos formam a bomba-relógio da
violência.
Para contar o drama de quem precisa conviver com a
violência física e psicológica, o Terra ouviu relatos de
educadores de todo o Brasil. Eles já levaram tapas,
socos, chutes, foram ofendidos por alunos e pais.
Alguns superaram o trauma, outros não conseguem
voltar para a escola. Eles não querem assumir o papel
de vítimas, e reconhecem que a escola precisa mudar.
Mas pedem respeito, e principalmente, querem ser
valorizados como professores. (Angela Chagas, para
especial Terra)
Com base na leitura analise as afirmativas:
I. A charge demonstra, tão somente, a falta de educação dos alunos que não costumam respeitar o espaço do professor, invadindo sua privacidade sem ao menos bater na porta ao entrar.
II. Após a leitura do segundo texto, a interpretação da charge é remetida para a ideia de que o cartaz não se refere a questões de educação e etiqueta, mas sim de violência contra os professores.
III. segundo os dados trazidos no texto 2, os homens
são os que mais se queixam de violência escolar
contra os docentes do ensino médio.