Soy marrón como la tierra que pisaron las fl echas
de la
resistencia...
Yace en mi carne una herencia ancestral,
en mis manos la decencia por amar
sin permitir que duelan latigazos de la cruz.
No deseo la moral castradora,
Ni el evangelio de la blancura,
Yo deseo desear
Y amar-me sin medida.
Adión a su dios,
ningún credo me abarca,
Porque soy di si den te.
Por Hector Dh
La homosexualidad vingativa. Escritos disruptivos en favor de una
respuesta anti-colonizante/anti-autoria/anti-asimilacionista de las
dissidências sudakas. 2018.
Sodré (1999) mostra a constituição
identitária com base na ancestralidade do sujeito
“Dizer identidade é designar um complexo
relacional que liga o sujeito a um quadro contínuo
de referências, constituído pela intersecção de
sua história individual com a do grupo onde vive.
Cada sujeito singular é parte de uma continuidade
histórico-social, afetado pela integração
num contexto global de carências naturais,
psicossociais e de relações com outros indivíduos,
vivos e mortos. A identidade de alguém, de um “si
mesmo”, é sempre dada pelo reconhecimento do
“outro”, ou seja, a representação que o classifica
socialmente.” Nesse sentido, o eu lírico do poema
não exprime valor à sua questão identitária racial
no seguinte trecho:
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