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#2314212

Leia as reflexões a seguir sobre a Historiografia:
Excerto I
Vale ressaltar o quanto é imprescindível distinguir a matéria-prima do trabalho dos historiadores (a fonte primária) do produto acabado ou semiacabado (fonte secundária e fonte terciária). Neste viés, importa notar a diferença entre a fonte e o documento e o estudo das fontes documentais: a sua classificação, prioridade e tipologia (escritas, orais, arqueológicas); o seu tratamento (reunião, crítica, contraste), e manter o devido respeito a essas fontes, principalmente com a sua citação fiel. A subjetividade é uma singularidade da ciência histórica.
Excerto II
A Historiografia é o equivalente a qualquer parte da produção historiográfica, ou seja: ao conjunto dos escritos dos historiadores acerca de um tema ou período histórico específico. Por exemplo, a frase: "é muito escassa a historiografia sobre a vida cotidiana no Japão na Era Meiji" quer dizer que existem poucos livros escritos sobre esta questão, uma vez que até ao momento ela não recebeu atenção por parte dos historiadores, e não porque esse objeto de estudo seja pouco relevante ou porque haja poucas fontes documentais que proporcionem documentação histórica para fazê-lo.
Após a leitura dos dois excertos, analise as afirmativas a seguir, assinale a que complementa estes excertos iniciais com argumentos corretos sobre a reflexão do historiador frente à reflexão deste, em detrimento da objetividade, subjetividade e sua inter-relação com o mundo científico e com a sociedade:


  • A reflexão sobre a possibilidade ou impossibilidade de um enfoque objetivo conduz à necessidade de superar a oposição entre a objetividade (a de uma inexistente ciência "pura", que não seja contaminada pelo cientista) e subjetividade (implicada nos interesses, ideologia e limitações do cientista), com o conceito de intersubjetividade, que obriga a considerar a tarefa do historiador, como o de qualquer cientista, como um produtor social, inseparável do restante da cultura humana, em diálogo com os demais historiadores e com toda sociedade como um todo.
  • A reflexão sobre a possibilidade ou impossibilidade de um enfoque subjetivo conduz à necessidade de superar a oposição entre a subjetividade (a de uma inexistente ciência "pura") e objetividade (implicada nos interesses, ideologia e limitações do cientista), com o conceito de (trans)subjetividade, que obriga a considerar a tarefa do historiador, como o de qualquer cientista, como um produtor social, inseparável do restante da cultura humana, em diálogo com os demais historiadores e com toda sociedade como um todo.
  • A reflexão sobre a possibilidade ou impossibilidade de um enfoque metafísico conduz à necessidade de superar a oposição entre a materialidade (a de uma inexistente ciência "pura", que não seja contaminada pelo cientista) e imaterialidade (implicada nos interesses, ideologia e limitações do cientista), com o conceito de interobjetividade, que imputa ao historiador o ofício, como o de qualquer cientista, como um produtor social, inseparável do restante da cultura humana, em diálogo com os demais historiadores e com toda sociedade como um todo.
  • As digressões sobre as possibilidades ou impossibilidades de diversos enfoques objetivos conduzem à necessidade de harmonizar a aparente oposição entre a objetividade e a subjetividade, com o conceito de intersubjetividade, que obriga a considerar a tarefa do historiador, como sendo superior a qualquer outro cientista uma vez que este como um produtor social, inseparável do restante da cultura humana, em diálogo com os demais historiadores e com toda sociedade como um todo, produz ciência a partir de fontes históricas.
  • As digressões sobre as possibilidades inerentes a diversos enfoques objetivos conduzem à necessidade de compreender que há uma aparente oposição entre a objetividade e a subjetividade, com o conceito de intersubjetividade, que obriga a considerar a tarefa dos historiadores, como sendo equânimes a qualquer outro cientista, uma vez que este como um produtor social, inseparável do restante da cultura humana, em diálogo com os demais historiadores e com toda sociedade como um todo, produz ciência a partir de fontes históricas materiais e imateriais.
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