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#2314304

“Mas não seria possível ensinar a História de modo neutro? A provável resposta à pergunta pode desdobrar-se em um sem-número de questões, tais como: ‘É possível ser neutro frente à violência da conquista da América?’; ‘É possível ser neutro frente ao trabalho escravo?’; ‘É possível ser neutro frente aos campos de extermínio nazistas?’; ‘É possível ser neutro frente ao bombardeio de Hiroshima e Nagasaki?’. Ora, é impossível trabalhar esses temas com a mesma isenção do professor que ensina a regência dos verbos, o que não significa que este professor e aqueles das demais disciplinas não tenham compromisso com a educação dos futuros cidadãos. A diferença é que ensinar História também significa comprometer-se com uma estética de mundo, onde guerras, massacres e outras formas de violência precisam ser tratados de modo crítico.”
(MICELI, Paulo. Uma pedagogia da História? In: PINSKY, Jaime. O Ensino de História e a criação do fato. 14º. Edição, São Paulo: Contexto, 2011, p.41).
Ao propor uma pedagogia da História, Paulo Miceli defende algumas posições abaixo. Identifique o item incorreto:

  • Com a superação da História Nacional, campo de doutrinação para formar e reforçar valores nacionalistas, a reformulação do ensino se desdobrou na necessidade de inclusão de diversos temas, desorientando a prática cotidiana de seus professores. Enquanto isso, a questão de fundo permanece sendopara que, por que e para quemesse ensino pode ter algum tipo de serventia.
  • Considerando que o aluno deve ser incentivado a desenvolver uma espécie de sentido histórico, para atuar no mundo em que vive, cabe ao professor de História disponibilizar elementos que possam auxiliar esse processo de conscientização.
  • O professor que atua nos níveis fundamental e médio não deve assumir-se como aplicador passivo das orientações geradas pela reflexão acadêmica. Convém lembrar que sua aplicação na prática docente vai depender, sempre, da compreensão que o professor tiver delas.
  • Miceli defende que as experiências dos alunos devam ser mitigadas em função do déficit de conhecimentos provenientes. Essa flexão deve ser aproveitada a partir dos conhecimentos e da sensibilidade que conformam a consciência do professor de História.
  • Para que o professor tenha controle sobre sua ação de ensino, Miceli indaga acerca da necessidade compreensiva de dois sentidos da História, a primeira, história-realidade e a históriaestudo dessa realidade, que têm como aspectos fundamentais a cultura histórica, a filosofia da história, o ofício do historiador.
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