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#2156094

A fome – eis um problema tão velho quanto a própria vida. Para os homens, tão velho quanta a humanidade. E um desses problemas que põem em jogo a própria sobrevivência da espécie humana, a qual, para garantir sua perenidade, tem que lutar contra as doenças que a assaltam, abrigar-se das intempéries, defender-se dos seus inimigos. Antes de tudo, porém, precisa, dia após dia, encontrar com que subsistir – comer. É esta necessidade, é a fome que se encarrega de lembrá-la. Sob seu ferrão e para lutar contra ela, a humanidade aguçou seu gênio inventivo. Ninguém o ignora. E todo mundo sabe também que, nesse velho combate contra esta praga permanente, o homem conseguiu apenas uma vitória incerta e precária (prefácio de André Mayer, na nona edição do livro A geografia da fome, de Josué de Castro).

Mesmo Josué de Castro tendo publicado este clássico em 1960, a fome continua sendo, em 2019, um grave problema a ser enfrentado. A discussão sobre a fome, a miséria, seus reflexos e suas causas tem sido o alvo de teorias populacionais ao longo dos últimos séculos. Entre elas as teorias Malthusiana, Neomalthusiana e Reformista. Sobre essas teorias assinale a alternativa verdadeira:

  • Na visão Malthusiana, enquanto a população cresce em ritmo aritmético, a produção de alimentos cresce em ritmo geométrico, o que demonstra que o aumento populacional excede a capacidade dos recursos naturais de produzirem alimentos suficientes para essa demanda em constante expansão.
  • Na teoria reformista, despreza-se o crescimento populacional, dissociando-o das questões sociais e econômicas e rejeitando o contexto histórico de produção do espaço e do desenvolvimento econômico.
  • Malthus e sua teoria vivem por meio dos Neomalthusianos e por meio da associação entre teorias demográficas e a análise de questões socioeconômicas, orientando políticas antinatalistas e uma segunda via de explicações para as desigualdades sociais e econômicas entre países.
  • Mesmo dentro da perspectiva da miséria como um elemento positivo para o controle populacional, Malthus defendia que o Estado assistisse os pobres.
  • Para Malthus, ao longo da história da humanidade, a miséria e a fome seriam um elemento negativo no controle populacional, desequilibrando o crescimento populacional e a oferta de alimentos.
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