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#2680353

A História da disciplina de história no currículo nacional é marcada por idas e vindas, avanços e retrocessos, continuidades e descontinuidades. Neste sentido o debate historiográfico sobre a disciplina de História(1), e o “estado da arte” têm elucidado momentos da História onde as perspectivas políticas, econômicas e socioculturais interferem na relevância do componente curricular e nas suas intencionalidades.

(1) ANDRADE. M.P.V. Concepção e ensino de história na proposta de reorientação curricular de Goiás do 6º ao 9º ano. II Seminário de Pesquisa da Pós-Graduação em História. UFG/UCG, 14/15/16/set/2009. Disponível em: < https://pos.historia.ufg.br/up/113/o/IISPHist 09_MarciaAparraAndrade.pdf>. Acesso em: 20 ago. 2016.


Tendo em vista o exposto, História da História no currículo brasileiro, assinale a alternativa incorreta:

  • As reformas ocorridas em 1930 concorreram para a criação do Ministério da Educação e Saúde Pública; foi proposta a construção de uma política centralizadora para a educação – pois até aquele momento não havia uma política nacional –, e o ensino de história passa então a ser um instrumento das ideias do Estado Nacional. Para tanto, buscam-se os pressupostos teórico-metodológicos da escola positivista, para nortear os trabalhos pedagógicos a serem realizadas no espaço de sala de aula.
  • Em 1931, ocorrem as reformas promovidas por Francisco Campos, que propunham a definição de programas e orientações referentes aos métodos de ensino. Ainda que pela primeira vez alcançassem todos os níveis de ensino e tornassem o ensino obrigatório em todo o território nacional, as propostas receberam fortes críticas dos professores, acusando-as de se tratar de manifestações de cunho nacionalistas em detrimento das pedagógicas.
  • As reformas propostas por Gustavo Capanema, de certa forma, deram continuidade às reformas de Francisco Campos, tendo como base a Constituição de 1937. Nesse contexto, a escola secundária pública atendia mais uma vez a elite brasileira, e o curso técnico profissionalizante, exigência da modernização, viera para atender a classe trabalhadora. Assinale-se que foram as reformas de Capanema que trouxeram ao cenário a história do Brasil como uma disciplina autônoma e científica.
  • A disciplina História, no Brasil, nasce no século XVIII, junto com a História acadêmica. Tem início concomitante com o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro (IHGB), que fica a cargo da organização da disciplina escolar no colégio D. Pedro II, em 1808, no Rio de Janeiro, criado para atender aos interesses da elite.
  • A partir das décadas de 1960–1970, mudanças profundas ocorrem no país (ditadura militar) e atingem em cheio o campo educacional, e consequentemente a disciplina História perde lugar no currículo, na medida em que a pesquisa histórica passa a ser controlada. Para ilustrar, nesse período, o ensino de História nas escolas públicas era organizado, nos currículos, da seguinte maneira: 1ª fase – história da família, o bairro, o município, a cidade, o estado e o país; 2ª fase – história geral, antiga e contemporânea.
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