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#2498288

Ao discutir a abolição na imprensa e no imaginário social, Juremir Machado da Silva recupera as contradições e as ambivalências do jornalismo brasileiro da segunda metade do século XIX acerca da barbárie escravocrata. Além dos textos abrigados pelos jornais, o autor também faz menção a outros gêneros, tais como cartas, discursos parlamentares e obras literárias, oferecendo um panorama da intelectualidade e do pensamento político da época. Inserido numa historiografia literária linear, esse período – Realista – representa, nas palavras de Alfredo Bosi em sua “História concisa da literatura brasileira”, a superação da mitização romântica e a prevalência da posição incômoda do intelectual em face da sociedade tal como esta se veio configurando a partir da Revolução Industrial.


Em meio à “hesitação conservadora intencional”, traço da grande imprensa brasileira dos últimos anos da escravidão, Juremir Machado da Silva destaca

  • a ironia astuciosa verificada no “Diário do Rio de Janeiro” ao publicar paródias de anúncios de busca de escravos fugidos.
  • a relevância de José de Alencar, também como jornalista, para a concretização do 13 de maio de 1888.
  • o nascimento do jornal “A província de São Paulo” como instrumento ideológico antiescravagista.
  • o pioneirismo do escritor e advogado Luiz Gama à frente da causa abolicionista.
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