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A arte da tipografia não lida apenas com a textura positiva das letras, mas com os espaços negativos entre elas e ao seu redor. Todas as alternativas a seguir falam sobre a importância dos espaços negativos, exceto:

  • As letras amam umas às outras. Entretanto, devido às suas diferenças anatômicas, algumas tendem a ter problema para ganhar intimidade. As Versais, quadradas e conservadoras, preferem manter uma certa distância de suas vizinhas.
  • À página escrita deu-se o nome de “textus”, que significa tecido em latim. A diagramação de um texto funciona como um tear. O designer deve procurar tecer o texto da maneira mais homogênea possível. Bons tipos são desenhados para produzir uma textura vivaz e homogênea, mas o descuido com as letras, linhas e palavras pode rasgar esse tecido.
  • Embora as quebras entre palavras nos pareçam naturais, a linguagem falada é percebida como um fluxo contínuo, sem vazios audíveis. Embora o alfabeto represente o som, ele não pode funcionar sem marcas e espaços de silêncio. A tipografia manipula as dimensões silenciosas do alfabeto, empregando recursos que são vistos mas não ouvidos.
  • Em um mundo repleto de mensagens que ninguém pediu para receber, a tipografia precisa frequentemente chamar a atenção para si própria antes de ser lida. Para que seja lida, precisa contudo abdicar da mesma atenção que despertou. A tipografia que tem algo a dizer aspira, portanto, a ser uma espécie de estátua transparente.
  • A densidade da textura de uma página escrita ou composta é chamada de “cor”. Isso nada tem a ver com tintas; refere-se apenas à escuridão da massa de tipo. Uma vez satisfeitas as demandas de legibilidade e ordenação lógica, a homogeneidade da “cor” é o objetivo mais comum almejado pelo tipógrafo.
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