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#2740899

52 Obrei quanto o discurso me guiava,  ouvia aos sábios, quando errar temia;  aos bons no gabinete o peito abria,  na rua a todos como iguais tratava. 
Julgando os crimes, nunca voto dava  mais duro ou pio do que a lei pedia;  mas devendo salvar ao justo, ria,  e devendo punir ao réu, chorava. 
Não foram, Vila Rica, os meus projetos  meter em férreo cofre cópia d'oiro  que farte aos filhos e que chegue aos netos;
Outras são as fortunas que me agoiro:  ganhei saudades, adquiri afetos,  vou fazer destes bens melhor tesoiro.
         (GONZAGA, Tomás Antônio. In: Marília de Dirceu e Cartas Chilenas. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 80). 

Tomás Antônio Gonzaga, também conhecido pelo nome poético de Dirceu, é classificado, pela historiografia da literatura brasileira, como um escritor pertencente ao Arcadismo. Tendo em vista a leitura do poema acima, a afirmação em destaque pode ser comprovada por quê? Assinale a resposta CORRETA.

  • os poetas árcades, apesar de burgueses, privilegiavam os sentimentos em vez dos valores materiais, reflexão presente no segundo terceto do poema.
  • os poetas árcades propunham como ideal uma vida em tranquilidade, junto à natureza, exemplificada no primeiro terceto do poema.
  • os poetas árcades inspiraram-se na literatura da Antiguidade Clássica, e o tema da mitologia está em evidência no poema.
  • os poetas árcades recuperaram valores neoclássicos, como ocarpe diem, aproveitar o momento presente, o qual está enunciado no segundo quarteto do poema.
  • os poetas árcades valeram-se do conceito deaurea mediocritas, certos da felicidade que lhes traz cada instante, reflexão presente no último terceto do poema.
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