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#2630540

“Havia muitos pontos de contato entre as opiniões de Keynes e de Franklin Roosevelt a respeito das insuficiências e limitações das economias capitalistas modernas. Em particular, ambos viam na falta de poder de compra para sustentar a demanda local do país a causa maior da crise pela qual passaram as principais economias do mundo no início da década de 1930. Ambos também concordavam que a raiz mais profunda do problema estava na falta de instrumentos para lidar com a insegurança fundamental que cercava o comportamento de agentes privados”.

(DE CARVALHO, Fernando J.C. Keynes, FDR e a Grande Depressão. In: LIMONCIC, F. e MARTINHO, F.C.P. A Grande Depressão: política e economia na década de 1930: Europa, Américas, África e Ásia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.)


O parágrafo acima faz referência ao renomado economista John Maynard Keynes e ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt, ao tempo da chamada Grande Depressão e das medidas pensadas e tomadas para tentar solucionar os efeitos desta. Muitas das medidas foram sistematizadas no New Deal, especialmente entre 1933 e 1937. Considerando que Keynes e Roosevelt tinham também divergências quanto aos impactos da insegurança sobre a dinâmica econômica, marque a alternativa correta

  • Tanto para Keynes quanto para Roosevelt a resposta adequada da política econômica seria a expansão do gasto público e a contenção das pressões inflacionárias, interrompendo a espiral viciosa geradora da crise.
  • Para Roosevelt, a resposta adequada da política econômica seria então a intervenção do Estado, por meio da expansão do gasto público, promovendo a sustentação dos mercados. Para Keynes, a Depressão deveria ser evitada não pela expansão dos gastos públicos, mas pela contenção das pressões deflacionárias, interrompendo a espiral viciosa.
  • Mesmo conservando divergências, tanto Keynes quanto Roosevelt concordavam quanto à redução dos gastos públicos a partir do pensamento liberal clássico, portanto com baixa intervenção do Estado, e com a política de contenção das pressões deflacionárias por meio do aumento do poder de compra que consequentemente afetaria os preços dos bens
  • Para Keynes, a resposta adequada da política econômica seria então a intervenção do Estado, por meio da expansão do gasto público, promovendo a sustentação dos mercados. Para Roosevelt, a Depressão deveria ser evitada não pela expansão dos gastos públicos, mas pela contenção das pressões deflacionárias, interrompendo a espiral viciosa.
  • Para Roosevelt, o problema não era a redução de gastos que a insegurança causava, com impactos sobre a retração da demanda e dos preços e as consequentes falências, mas sim o excesso de oferta e o excessivo papel do Estado na sustentação artificial da demanda. Por outro lado, Keynes acreditava que o problema estava na insegurança e na redução de gastos dela resultante, o que forçava a queda dos preços e as pressões inflacionárias, com decorrente falência das empresas por insolvência.
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