Nos estudos literários do Modernismo brasileiro das obras e autores e autoras da década de 1930, é
possível afirmar, de acordo com Bosi (2006, p.418-419), que: “poderíamos distribuir o romance brasileiro moderno de 30 para cá, em, pelo menos, quatro tendências, segundo o grau crescente de tensão entre o
“herói” e o seu mundo: a) romances de tensão mínima. Há conflito, mas este configura-se em termos de oposição verbal,
sentimental quando muito: as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que
as condicionam.
b) romances de tensão crítica. O herói opõe-se e resiste agonicamente às pressões da natureza e do meio
social, formule ou não em ideologias explícitas, o seu mal-estar permanente.
c) romances de tensão interiorizada. O herói não se dispõe a enfrentar a antinomia eu/mundo pela ação:
evade-se, subjetivando o conflito.
d) romances de tensão transfigurada. O herói procura ultrapassar o conflito que o constitui existencialmente
pela transmutação mítica ou metafísica da realidade.”
BOSI, Alfredo. História Concisa da Literatura Brasileira. São Paulo: Cultrix, 2006.
Nesse sentido, os autores que, respectivamente, são classificados a partir das quatro tendências apontadas
acima são:
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