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#3656147

A doença da solidão

Da Idade das Pedras à das máquinas inteligentes, a solidão é um sentimento que desafia continuamente o ser humano. Expressa em diferentes culturas e meios artísticos, está no centro da existência da ingênua Amélie Poulain, da rejeitada Macabéa de A Hora da Estrela, do náufrago Chuck Noland, vivido por Tom Hanks, e do bilionário Bruce Wayne, que se transforma em Batman. A sensação de se sentir isolado, mesmo quando rodeado de pessoas, tornou-se, no entanto, um assunto de saúde pública. Como mostram pesquisas recentes, a solidão adoece – literalmente. O alarme acaba de ser soado pela Comissão de Conexão Social da Organização Mundial da Saúde (OMS). 
Em relatório recém-publicado, a entidade revela que quase 20% da população global se considera solitária. Tamanho contingente está mais vulnerável a uma legião de perigos que vão de infarto e derrame a alcoolismo e ideação suicida. Por ano, são mais de 870 000 mortes ligadas ao problema no planeta. Um paradoxo para uma era em que a humanidade nunca esteve tão conectada – ao menos virtualmente.
FELIX, Paula. A doença da solidão. Revista Veja. Editora Abril, São Paulo, v. 2.959, ano 58, n. 28, p. 62, 11 de julho de 2025 (Adaptado).

Com base no texto, o paradoxo mencionado pela autora refere-se

  • ao crescimento das redes sociais como principal fator para o aumento da solidão da população global.
  • à ideia de que a solidão é uma experiência exclusiva de culturas antigas e não se aplica ao mundo moderno.
  • à percepção equivocada de que o acesso à internet garante automaticamente relações humanas verdadeiras.
  • ao fato de que, apesar das doenças físicas, a solidão não é considerada um problema de saúde pública.
  • à contradição entre o aumento da conectividade digital e a crescente sensação de solidão vivida por muitas pessoas.
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