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#2977425

“[...] o monopólio constitui-se no elemento que une as duas faces da moeda colonial, assim como lhe confere o valor. De um lado, a ‘cara’, ou a face metropolitana, apresentando-se por meio do Reino ou do Estado Moderno: de outro, a ‘coroa’ ou a face colonial, na forma de Região, face geralmente oculta, impossível de ser pensada isoladamente da primeira, mas guardando também existência própria [...]. [...] o colono está obrigado ao cumprimento do monopólio [...]; o colonizador [...] está obrigado a resguardar o monopólio do proprietário [...]. As relações entre colonos e colonizados, por sua vez, pressupunham também o monopólio dos homens e da violência.”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, pp. 32, 37, 38, 40).

Sobre os contextos e sujeitos envolvidos na relação entre Brasil e Portugal, na era colonial, conforme análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:

  • Do lado português, ocorria o fortalecimento do Estado absolutista, marcado por uma evidente dissociação entre os elementos da administração estatal (burocracia) e as atividades comerciais.
  • Os colonos eram produto da produção colonial. São os excluídos da colônia: escravizados, livres pobres e indígenas.
  • O colono era o proprietário colonial, proprietário de mão-de-obra, terras e meios de trabalho.
  • Os colonizados eram produto da produção colonial. Eram os proprietários de mão-de-obra, terras e meios de trabalho.
  • Os colonos eram os livres pobres: indivíduos donos de suas pessoas, mas que não possuíam terras. Viviam à margem da produção mercantil das grandes propriedades.
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