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#3656093
Texto da Questão:

Responda à questão com base no seguinte poema:

A pálida luz da manhã de inverno,
O cais e a razão
Não dão mais esperança, nem uma esperança
sequer,
Ao meu coração.
O que tem que ser
Será, quer eu queira que seja ou que não.

No rumor do cais, no bulício do rio
Na rua a acordar
Não há mais sossego, nem menos sossego sequer,
Para o meu esperar.
O que tem que não ser
Algures será, se o pensei; tudo mais é sonhar.
Fonte: Poesias Inéditas (1919-1930). Fernando
              Pessoa. Lisboa: Ática, 1956 (imp. 1990). 

Nos versos Não há mais sossego, nem menos sossego sequer / Para o meu esperar, o vocábulo esperar apresenta uma particularidade morfossintática relevante para a interpretação do texto. Considerando o contexto e a estrutura da língua portuguesa, é correto afirmar que:

  • A palavra funciona como adjetivo, qualificando o pronome possessivo meu, atribuindo-lhe uma característica subjetiva do eu lírico.
  • O verbo esperar encontra-se substantivado, pois recebe artigo definido e pronome possessivo.
  • Trata-se de um verbo no infinitivo impessoal que mantém sua função verbal, indicando ação a ser realizada.
  • esperar é um verbo conjugado na primeira pessoa do singular, estabelecendo uma relação direta com o sujeito implícito do poema.
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