Para responder à questão, leia o poema
abaixo, da autora Cecília Meireles.
Pus o meu sonho num navio
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.
Sobre as figuras de linguagem empregadas no poema,
leia as assertivas:
I. Em a noite se curva de frio tem-se personificação.
II. Em Minhas mãos ainda estão molhadas do azul
das ondas entreabertas tem-se sinestesia.
III. Em O vento vem vindo de longe tem-se
eufemismo.
Pode-se afirmar que:
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