Autor de “Segundo tratado do governo civil” e de “Ensaio
sobre o entendimento humano”, ele foi um dos primeiros filósofos
contestadores do absolutismo, já no século XVII. Defendia a ideia
de que a vida, a liberdade e a propriedade privada eram direitos
naturais inalienáveis. Para ele, os governos surgiram por meio de
um contrato social feito entre os homens para garantir a
preservação desses direitos. Assim, caso o governo não cumprisse
sua razão de ser – proteger e garantir o livre uso da propriedade
privada –, a sociedade teria direito à rebelião e à substituição do
governante tirânico. O novo governo, por sua vez, deveria
compartilhar as decisões sobre os assuntos de interesse comum
com os representantes dos proprietários de terra, reunidos em um
parlamento.
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