A crise do drama, que emerge nos anos pós-guerra, apresenta um mundo em que o homem confinado a seus medos, sem expectativas do porvir, vai tornando-se espectro de um presente esvaziado de sentido, em permanente desconstrução. Nessa crise, a organização coerente das estruturas de sentimento e da própria linguagem são colocadas em xeque. Em tal processo, surge a dramaturgia provocadora do teatro do absurdo, enfatizando o tédio, a perda da ordem e preconizando o teatro pós dramático. “ESTRAGON. - Didi. VLADIMIR. - O que? ESTRAGON. - Não posso continuar assim. VLADIMIR. - Diz isso facilmente. ESTRAGON. - E se nos separássemos? Quiçá nos fosse melhor. VLADIMIR. - Amanhã nos enforcaremos. (Pausa) A não ser que venha Godot. ESTRAGON. - E se vier? VLADIMIR. - Estaremos salvos. (...)” (Trecho do texto Esperando Godot de Samuel Beckett) O mundo via surgir uma nova possiblidade de escrita na figura de grandes dramaturgos. Sobre o tema, analise as afirmativas abaixo: I. Samuel Beckett, Ionesco e Edward Albee diagnosticaram a falência do texto dramático tradicional; II. O teatro do absurdo é considerado a vanguarda dramática do pós-guerra III. O teatro do absurdo investe em uma realidade psicológica sem referencial identificável. IV. O teatro do absurdo foi interrompido com o surgimento do teatro performativo. V. O niilismo marca a trajetória das personagens Beckettianas. Assinale
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