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#2548348

“Fábio, um estudante de biomedicina de 24 anos, gosta muito de seu novo filhote de buldogue. Ele o adquiriu recentemente de um canil local. Fábio tem dado beijos frequentes no focinho do filhote, pois sabe que logo em seguida virá uma brincadeira. Após aproximadamente três meses da posse orgulhosa e de beijos no filhotinho, Fábio percebeu que seu bigode começou a coçar e seu lábio superior estava começando a inchar. Em uma semana, seu lábio superior estava inchado e inflamado e pequenas áreas pustulares se tornaram aparentes entre os pelos esparsos de seu bigode. Alterações similares também se tornaram aparentes no focinho do buldogue. Isso preocupou Fábio, que prontamente o levou ao veterinário. O veterinário deu uma olhada nos dois, escreveu uma prescrição para o filhote, e disse a Fábio que ele deveria fazer uma visita ao dermatologista. Ambos parecem estar sofrendo de uma dermatofitose. Dada a uma evidência clínica e epidemiológica, poderia esperar a infecção por um patógeno zoofílico como Microsporum canis ou Trichophyton spp.” Como deve ser realizado o diagnóstico laboratorial dessa dermatofitose?

  • Na microscopia, hifas pigmentadas e formas de levedura são confinadas às camadas externas do extrato córneo e facilmente detectadas em cortes corados por H&E.
  • Quando o exame microscópico revelar hifas, artroconídios e/ou células de levedura com brotamento, o pelo infectado deve ser semeado em meio micológico sem cicloheximida.
  • O exame do nódulo revela hifas ramificadas e pigmentadas presas por uma substância semelhante ao cimento. O crescimento em meio micológico de rotina é muito lento e pode se iniciar como uma colônia leveduriforme, tornando-se mais tarde aveludada, enquanto as hifas se desenvolvem.
  • O diagnóstico laboratorial das dermatofitoses se baseia na demonstração das hifas septadas pela microscopia direta de amostras de pele, pelos e unhas e no isolamento dos organismos em cultura. As amostras são montadas sobre uma lâmina de vidro com uma gota de KOH 10% ou 20% e examinada microscopicamente.
  • O diagnóstico laboratorial pode ser feito pela visualização direta dos elementos fúngicos (hifas curtas e curvas e blastoconídios em cachos) no exame microscópico das escamas epidérmicas em KOH a 10% com ou sem calcofluor. Os organismos são, usualmente, numerosos e podem ser visualizados por coloração com H&E ou PAS.
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