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#2723474

TEXTO III:       Soa como clichê, é imagem algo desgastada, mas o fato é que, em 1969, quando chegamos à Lua e de lá observamos nosso planeta, algo começou a mudar em nossa mente. Porém, apesar da contundente imagem na televisão e nas páginas de revistas e jornais, a vida real continuou a mesma. Afinal, éramos meros 3,6 bilhões de pessoas. Não pensávamos em nossa “pegada ecológica", mas, se o fizéssemos, veríamos que só 70% da capacidade da Terra era utilizada. Como caubóis, víamos um vasto mundo a ser ocupado e usufruído sem receio. Buscávamos nosso oeste apoiados nas descobertas da ciência. Em apenas quarenta anos, tudo mudou.         Hoje somos quase 7 bilhões de seres humanos, e tiramos da Terra 30% mais do que ela pode dar, exaurindo rapidamente o patrimônio de cuja renda dependemos. Descobrimos que já não somos caubóis, mas astronautas. Vivemos isolados numa grande nave, com recursos finitos e limitado espaço para dejetos. A realidade que conhecíamos – mas não sentíamos – agora se impõe, sob a forma de mudanças climáticas, montanhas de lixo, conflitos por água, petróleo e outros recursos. (Veja, 12/2009, “Especial", p. 258 / com adaptações)
O trecho “Como caubóis, víamos um vasto mundo a ser ocupado e usufruído sem receio. Buscávamos nosso oeste apoiados nas descobertas da ciência." constitui:

  • Uma simbologia textual em que há a denotação de que os caubóis do passado limitavam-se à conquista de novos territórios sem se importarem com o futuro das gerações seguintes.
  • A afirmação de que, no passado, a ciência governava as decisões e os rumos da humanidade.
  • Uma contradição em relação à ideia central do texto.
  • Uma metáfora acerca da humanidade quanto à sua posição diante da exploração e descobertas na Terra.
  • Uma alusão a fatos históricos que sustentam a argumentação textual.
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