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#3695784

As síndromes mielodisplásicas (SMD) são um grupo heterogêneo de neoplasias clonais caracterizadas por hematopoese ineficaz, citopenias e risco de transformação para leucemia mieloide aguda (LMA). A avaliação prognóstica é fundamental para a decisão terapêutica, e o Sistema Internacional de Escore de Prognóstico Revisado (IPSS-R) é a ferramenta padrão-ouro para essa finalidade. No contexto da aplicação clínica do IPSS-R, assinale a alternativa correta.

  • A presença de uma citogenética de "muito bom" prognóstico, como a deleção isolada do Y (-Y), pode compensar o impacto negativo de uma contagem de blastos medulares entre 5-10%, resultando em uma classificação final de baixo risco e indicando uma abordagem expectante (watch and wait).
  • O cálculo do IPSS-R não se aplica a pacientes com SMD secundária (relacionada à terapia) ou àqueles com contagem de blastos superior a 20% na medula óssea, pois estes últimos já são classificados como LMA pela OMS.
  • Pacientes classificados como de risco "intermediário" pelo IPSS-R apresentam um prognóstico e uma abordagem terapêutica homogêneos, sendo geralmente candidatos a agentes hipometilantes, independentemente das outras variáveis clínicas e moleculares.
  • O IPSS-R utiliza cinco variáveis para o cálculo do escore: porcentagem de blastos na medula óssea, grupo citogenético, e a profundidade de três citopenias (hemoglobina, contagem de plaquetas e contagem absoluta de neutrófilos), classificando os pacientes em cinco categorias de risco (muito baixo, baixo, intermediário, alto e muito alto).
  • A idade do paciente e a intensidade das necessidades transfusionais, embora sejam fatores prognósticos importantes na prática clínica, não são incorporados no cálculo do escore IPSS-R, que se baseia estritamente em parâmetros biológicos da doença.
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