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#1970637

Não havia outro meio de transportar aquela raça (os africanos) à América, senão o tráfico. Por conta da consciência individual, ocorrem as atrocidades cometidas. Não carregava a ideias com a responsabilidade de semelhantes atos, como não se impunha a religião católica, a sublime religião da caridade, as carnificinas da inquisição. O tráfico, na sua essência, era o comércio de homens; a mancipatio dos romanos. Sem a escravidão africada e o tráfico que a realizou, a América seria ainda hoje um vasto deserto (ALENCAR, 1867).

(Fonte: Scielo)
O trecho acima foi escrito por José de Alencar em 1867 para defender a escravidão no Brasil contra a iminente ameaça do governo em submetê-la a um processo legislativo de emancipação. Já a ilustração acima, de Agostini, refere-se ao confronto entre os abolicionistas e os escravocratas, que insistiam em manter a instituição da escravidão. A respeito deste período, assinale a alternativa incorreta.

  • Pode-se dizer que os discursos escravistas, produzidos no contexto da lei do ventre livre, compõem o ponto de chegada de um processo mais amplo, cuja montagem data, pelo menos, desde meados do período regencial (1831- 1840)
  • Embora a escravidão negra tivesse sido progressivamente desmontada nos países e nas colônias da América após a Era das Revoluções, duas outras sociedades também fundadas na instituição cresceram vigorosamente sob o influxos do capitalismo de livre mercado: a ilha de Cuba e o sul dos Estados Unidos
  • Enquanto o governo norte americano exerceu jurisdição sobre territórios sem cativos, o Império do Brasil se arquitetou sobre uma sociedade genuína e integralmente escravista
  • Por volta de 1850, o contrabando de africanos se avolumou em escala extraordinária, montando a cerca de 900 mil pessoas violentamente trazidas ao país nos quinze anos subsequentes
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