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#2922366

Uma das formas didáticas de representação de fenômenos da realidade dá-se a partir da criação de modelos gráficos e de mapeamentos. Baseando-se, sobretudo, no Atlas Nacional do Brasil (IBGE, 2010) e em trabalhos próprios anteriores sobre a topologia da internet no Brasil, Ludmila Girardi (2015) propôs o seguinte modelo gráfico da organização da internet no território nacional:


1) Generalização da malha



2) Grafo e hierarquia dos nós e das arestas 



3) Centros de atração


Fonte: GIRARDI, Ludmila. Estruturas e dinâmicas espaciais da organização da internet no território brasileiro. In: Confins [Online], 23 | 2015. Disponível em: http://journals.openedition.org/confins/9976 (Acesso em 26/01/20)


Como se pode observar, foi realizada a abstração do contorno do território nacional, transformando-o num simples quadrado, para demonstrar graficamente o nível de centralização da rede, bem como os nós com o acesso mais rápido e direto para troca do tráfego, excluindo as pontas, que representariam os nós mais periféricos. Assim, a abstração demonstra um subconjunto selecionado das estruturas fundamentais de base territorial e informacional que mantém o funcionamento da rede de internet no país e das dinâmicas da evolução dos acessos e da capilaridade da internet no Brasil, entre os anos de 2007 e 2012.


A respeito da geografia da informação, pode-se inferir corretamente a seguinte reflexão sobre a posição dos objetos e da divisão territorial:

  • no Norte e na maior parte do Nordeste e Centro-Oeste, os nós estão isolados, pois estão nas extremidades do país, mas estão interconectados por ligações fortes.
  • a rede concentra esses nós sobretudo na região Sul e Sudeste, mas também no Nordeste, com destaque para Fortaleza, Natal e João Pessoa – nós equivalentes a Brasília e Florianópolis.
  • Belo Horizonte e Brasília são os principais intermediadores, apresentando melhor colocação dada a proximidade do principal nó da rede e possuindo muitas conexões diretas com um grande número de nós, especialmente no Norte e no Nordeste.
  • São Paulo é o principal nó da rede, sendo mais expressivo seu índice de intermediação em relação aos outros vértices. Porto Alegre desponta com o segundo nível de centralização, mostrando-se como grande intermediador, explicado por sua forte relação com São Paulo, Curitiba e Londrina.
  • depois de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro são os principais pontos de atração da rede, sendo este último o que centraliza mais intermediações entre os dois.
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