A trajetória da criança e do adolescente no Brasil é
marcada por diversas privações e dificuldades. Ao estudá-la, evidenciam-se diversos problemas enfrentados, tais
como, maus tratos, abusos sexuais, mortalidade infantil,
miséria, fome, crianças sem teto, sem família, escravas do
trabalho, isso tudo sendo causado por negligência do
Estado, da família e da sociedade em geral.
No Brasil, segundo a historiadora Mary Del Priore, “o
ensino público só foi instalado, e mesmo assim de forma
precária, durante o governo do Marquês de Pombal, na
segunda metade do século XVIII (...) No século XIX, a
alternativa para os filhos dos pobres não seria a educação,
mas a sua transformação em cidadãos úteis e produtivos
na lavoura, enquanto os filhos de uma pequena elite eram
ensinados por professores particulares.”
Por muito tempo a educação dos filhos dos pobres foi o
trabalho, momento no qual trabalhavam junto com seus
pais, aprendendo a cultivar, plantar, colher e pescar. Neste
tempo, os filhos dos pobres não tinham acesso ao saber
como os filhos das elites. Aos empregados, a educação era
a do aprender a fazer e, para os filhos de patrões, a escola
que ensinava a pensar.
(Adaptado: Angelica Henick e Paula de Faria, in: História da Infância do
Brasil)
A educação da sociedade brasileira foi um fator de
extrema importância que serviu para delimitar as classes
em:
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