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#2122305

Leia o texto abaixo: A certa altura, Milton Ohata (“O elo perdido da civilização brasileira”, Novos Estudos, n°59) estranha a inexistência da noção de pacto colonial no livro O trato dos viventes de Alencastro, que, a seu ver, “privilegia tão só a ‘autonomia’ do comércio bilateral e do colonato brasílico”. E se pergunta: “sendo a colônia ‘autônoma’ naquilo que lhe era imprescindível, por que motivo continuou durante tanto tempo, ligada à metrópole?” (BICALHO, Fernanda B. Monumenta Brasiliae: O Império Português no Atlântico-Sul. Tempo, Rio de Janeiro, Vol. 6, n° 11, 2001, pp. 267- 273. [adaptado])
A historiografia brasileira atual tende a responder à questão colocada no texto observando que a ligação com a metrópole também se construía na:

  • adesão aos valores católicos e ibéricos, que tendiam a igualar em direitos e deveres para com a Coroa portuguesa todos os súditos, fossem reinóis ou ultramarinos.
  • manutenção de uma situação de dependência administrativa e intelectual, impedindo a abertura de imprensa e universidades e assim retardando o desenvolvimento social na América.
  • supressão da atuação de vassalos ultramarinos em determinados cargos, instituições e esferas políticas, assegurando, ante aparente autonomia, o monopólio do mando à metrópole.
  • concepção contratual ou pactícia, que não era estranha à teoria do direito ibérico no Antigo Regime, tampouco era estranha aos demais vassalos portugueses, reinóis e ultramarinos
  • formação de redes clientelares que expressariam uma dinâmica fundamentada em relações pessoais, familiares e societárias que, apesar de autônoma, ligava-se em última instância à metrópole.
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