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#3670419

A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) é responsável pelo controle da qualidade e avaliação dos serviços especializados disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à população, além de identificar os serviços de referência para o estabelecimento de padrões técnicos no atendimento de urgência e emergência; atenção hospitalar; domiciliar e segurança do paciente. O fisioterapeuta especialista deve ser mais resolutivo promovendo estratégias de intervenção que fortalecem o SUS; logo, nota-se que as fraturas da diáfise da tíbia são um problema frequente decorrente do trauma de trânsito, sendo o Brasil considerado o 5º país do mundo com este indicador epidemiológico considerado um grave problema de saúde pública. Neste contexto, há um predomínio da ocorrência em homens de faixa etária jovem. Independentemente da fratura ser considerada fechada ou exposta, geralmente está associada a lesões da pele e do tecido subcutâneo. Nestas situações, podemos nos deparar com baixa, média e alta complexidade durante o tratamento médico e da abordagem fisioterapêutica. Sendo assim, está correto afirmar que:

  • A síndrome compartimental é uma complicação possível nesta região; todavia, não é uma situação alarmante dentro do sistema de saúde, não gerando riscos à vida dos pacientes.
  • As fraturas estáveis de diáfise da tíbia são tratadas com gesso tipo PTB (patellar tendon bearing), que permite a descarga de peso a partir da sexta semana.
  • As hastes intramedulares (HIM) são indicadas para a maioria das fraturas médio-diafisárias, sendo que o ponto de entrada da haste pode ser alcançado por meio do afastamento do tendão patelar ou pela sua divulsão. Nestes casos, a descarga de peso no membro acometido costuma ser precoce.
  • As fraturas instáveis e desviadas do terço proximal e distal costumam verificar a utilização de placas e parafusos, sendo que os fixadores externos são utilizados somente nas fraturas expostas mais graves quando envolvem perda de tecido ósseo. Felizmente, nesta situação com o fixador externo, o fisioterapeuta não costuma se deparar com o bloqueio do tornozelo em equino.
  • Na fase hospitalar, recomenda-se exercícios passivos de flexoextensão do quadril, do joelho e do tornozelo iniciando no primeiro dia de pós-operatório. Caso necessário, pode ser confeccionado uma tala de posicionamento neutro do tornozelo, a qual deve ser retirada para a realização dos exercícios.
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