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#3666027

Na condução da oxigenoterapia em pediatria e neonatologia, a escolha do dispositivo, a titulação da FiO₂ e a monitorização devem ser realizadas com base em evidências e nos riscos associados à hiperóxia e à hipoxemia. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta: 

  • Em pacientes pediátricos, a oxigenoterapia está indicada quando a saturação periférica de oxigênio (SpO₂) é inferior a 94%, devendo ser ofertada, preferencialmente, por cânula nasal de baixo fluxo (até 3 L/min), com o objetivo de manter a SpO₂ acima de 94%.
  • A utilização de FiO₂ elevada em pacientes críticos deve ser mantida até estabilização clínica, uma vez que os efeitos deletérios da hiperóxia surgem após longos períodos de exposição. Portanto, no contexto agudo, a prioridade é sempre a correção imediata da hipoxemia, sem necessidade de titulação precoce da FiO₂.
  • Em cardiopatias congênitas com hiperfluxo pulmonar, a oferta de oxigênio suplementar deve ser sempre maximizada, pois a FiO₂ elevada reduz a resistência vascular pulmonar, melhora a PaO₂ e, assim, garante maior estabilidade hemodinâmica, independentemente do padrão de shunt.
  • A máscara não reinalante pode ser utilizada em crianças pequenas como método seguro de oxigenoterapia contínua em baixos fluxos (< 6 L/min), visto que mesmo nessa faixa de fluxo é capaz de manter FiO₂ estável próxima de 100%, sem risco adicional de hipercapnia ou aspiração.
  • A monitorização da oxigenoterapia deve ser realizada exclusivamente pela saturação periférica (SpO₂), visto que esse parâmetro é suficiente para guiar a conduta terapêutica, não sendo necessária a correlação com exame físico ou manifestações clínicas do paciente.
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