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#3666017

A parada cardiorrespiratória (PCR) é definida como a cessação da atividade mecânica cardíaca, determinada pela ausência de pulso central palpável e de resposta aos estímulos (inconsciência) e respiração irregular. Considerando este tema, assinale a alternativa correta.

  • A PCR em crianças, da mesma forma que ocorre com o adulto, é súbita. Este tipo de PCR é considerado primária, sendo provocada pelo desenvolvimento de arritmias cardíacas, fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular (TV). Já a PCR secundária é o resultado da deterioração da função respiratória ou do choque, que leva à hipoxemia e à acidose progressivas, um evento raro na faixa pediátrica.
  • A parada cardíaca tem pelo menos quatro fases: pré-parada, ausência de fluxo sanguíneo, aixo fluxo sanguíneo e pós-ressuscitação. A fase de ausência de fluxo sanguíneo representa a melhor oportunidade para evitar a PCR e tem impacto na sobrevida do paciente. Para isso, inicia-se o suporte básico de vida, que inclui a circulação artificial (compressão torácica) e o emprego da terapia elétrica (desfibrilação), a abertura das vias aéreas e a respiração artificial.
  • Houve uma alteração na sequência de procedimentos do Suporte Básico de Vida, de A-B-C (via aérea, respiração, compressões torácicas) para CA-B (Circulação, via aérea, respiração) em adultos, crianças e bebês (excluindo-se RN). A ausculta cardíaca não se correlaciona obrigatoriamente com a geração de pulso, não devendo, portanto, ser usada para esse diagnóstico.
  • O suporte de vida avançado implica o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas no suporte de vida básico, iniciando com a sequência: ver, ouvir e sentir se há respiração. Seguido para obtenção da via de acesso vascular, na administração de fluidos e medicamentos, na monitoração cardiocirculatória, no suporte respiratório avançado.
  • As compressões torácicas, em uma PCR, devem ser seriadas, rítmicas, vigorosas e com mínimas interrupções. A criança que não tem via aérea invasiva, a compressão torácica não precisa ser coordenada com a respiração, uma vez que a respiração da criança é irregular e superficial, podendo ter momentos de apneia. Já na criança com via aérea invasiva, a compressão torácica deve ser contínua (> 100 por minuto).
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