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#3666088

Um paciente de 62 anos, com fibrose pulmonar avançada, está sob ventilação mecânica artificial, em modo de pressão de suporte (PSV) há 12 h. As configurações do ventilador mecânico são as seguintes: ΔPS = 12 cmH₂O, PEEP = 8 cmH₂O, FiO₂ = 0,40, Critério de ciclagem = 25% do pico de fluxo inspiratório, Tempo de subida = 0,1 s, sensibilidade de disparo a fluxo = 2 L/min.
Quando o fisioterapeuta se deparou com os gráficos disponíveis notou: Tempo ×Fluxo → na transição da inspiração para a expiração há um padrão convexo no início do fluxo expiratório. Tempo × Pressão → Presença de concavidade acentuada imediatamente após a ciclagem.
Com base na descrição do caso acima, qual assincronia ventilador-paciente está presente e qual ajuste ventilatório tem maior probabilidade de corrigi-la?

  • A O cenário é compatível com ciclagem precoce. O fisioterapeuta deve reduzir o critério de ciclagem, atualmente em 25% do pico de fluxo, com a finalidade de prolongar o tempo inspiratório do ventilador e atender o tempo neural do paciente.
  • O enunciado descreve uma assincronia de ciclagem tardia. O fisioterapeuta deve aumentar o critério de ciclagem, encurtando o tempo inspiratório do ventilador e atendendo o tempo neural do paciente.
  • A assincronia descrita é um disparo ineficaz. Tornar o disparo mais sensível (p. ex., fluxo = 1 L/min) é a solução para esta assincronia.
  • Trata-se de assincronia de fluxo, do tipo fluxo insuficiente. Acelerar o rise time (tempo de subida mais curto) para atender a demanda de fluxo é capaz de resolver o que foi descrito acima.
  • A análise gráfica indica disparo ineficaz. Aumentar a PEEP em 2–3 cmH₂O para reduzir auto-PEEP e, consequentemente, hiperinsuflação dinâmica, pode ser a solução. Além disso, aumentar a sensibilidade é uma alternativa.
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