A rotação de funções (job rotation) é uma
estratégia organizacional amplamente utilizada em
linhas de montagem em indústrias de manufatura para
mitigar a exposição dos trabalhadores e prevenir
distúrbios musculoesqueléticos. Em estudo realizado
por COMPER e colaboradores (2017), ao acompanhar
grupos randomizados com e sem rotação de funções, durante 12 meses, ambos os grupos apresentaram
aumento no número de horas de trabalho perdidas
devido a licença médica por doença
musculoesquelética. Não houve diferença significativa
entre o grupo de intervenção com rodízio de funções
(desvio médio de -5,6 horas, IC 95% -25,0 a 13,8) no
acompanhamento de 12 meses e o grupo controle.
Não houve diferenças significativas entre os grupos
para os desfechos secundários (p>0,05). Em uma
revisão sistemática, PADULA e colaboradores (2017)
observaram que existem evidências fracas que
apoiam a rotação de tarefas como uma estratégia
para a prevenção e controle de distúrbios
musculoesqueléticos. Segundo a análise, a rotação de
tarefas não pareceu reduzir a exposição a fatores de
risco físicos; no entanto, existiam correlações
positivas entre a rotação de tarefas e maior satisfação
no trabalho. O treinamento dos trabalhadores tem sido
descrito como um componente crucial de um
programa de rotação de tarefas bem-sucedido. Os
estudos relataram uma série de parâmetros usados
para implementar e mensurar programas de rotação
de tarefas.
Considerando as evidências disponíveis dessas duas
fontes científicas, qual das opções abaixo melhor
descreve os resultados observados?
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